A prenda perfeita segundo Inês Pais
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A prenda perfeita segundo Inês Pais

A Inês tem 29 anos e, apesar de ter vivido toda a sua vida em Oeiras, está em Madrid há já três anos. É formada em comunicação, bem como em gestão e big data, área em que hoje trabalha. Com a maioria dos amigos de um lado da fronteira mas muitas responsabilidades do outro, Inês acaba por passar o tempo livre entre Portugal e Espanha.

O que mais gosta de fazer é viajar – seja para fora, seja dentro dos dois países, principalmente em roadtrips durante os fins de semana, onde vai descobrindo, além de paisagens, novos hotéis e experiências. É este o seu maior hobby – e o que mais a faz perder noção do orçamento.

Está longe de ser uma shoppaholic, diz que só compra roupa quando precisa mesmo de uma peça nova e que não entra em lojas sem saber exatamente de que é que está à procura. Mas o pouco apreço que tem por objetos materiais contrasta com o que tem por experiências. O presente perfeito, para ela, é exatamente o que privilegia momentos. “É o que mostra que me conhece”, explica.

Seja em escapadinhas pontuais ou em jantares entre amigos, a Inês investe o dinheiro em programas que lhe garantam bons momentos.

Conta entre risos que, no princípio da relação, o seu namorado lhe oferecia flores em datas especiais – o que para ela não fazia sentido. Hoje, depois de anos de namoro, os presentes dele são certeiros e mostram que a conhece bem: têm invariavelmente um valor sentimental, uma história associada, e proporcionam momentos bem passados.

Um leitor de e-book especial

“O primeiro presente de que me lembro é um e-book. Primeiro o que me foi oferecido pelo avô, já há uns anos. Tive-o durante muito tempo, cheguei a perdê-lo em Itália e consegui recuperá-lo, foi incrível. Ganhou valor sentimental pelas histórias que foi vivendo. Infelizmente esse estragou-se o verão passado. Mas ofereceram-me um novo, sabendo da importância que este primeiro tinha para mim, o que foi incrível.”

Uma viagem surpresa

“Gosto mais de presentes de experiências do que de objetos. Sabendo disso, a minha mãe e o meu namorado juntaram-se para me oferecer uma viagem a Veneza mas tive que adivinhar o que seria o presente. Com um peddy paper engenhoso, fui descobrindo o presente: primeiro que era uma viagem e depois qual o destino da viagem.”

Uma noite na biblioteca

“O presente resultou de uma aposta feita com um amigo. Quem ganhasse tinha de oferecer ao outro um grande presente, algo surpreendente. O resultado foi muito bom: ganhei um fim de semana em Óbidos, no Literary Man, um hotel que é uma biblioteca. Foi um presente inesperado e certeiro.”

Uma mala repetida

“Uma empresa onde trabalhava há uns anos ofereceu uma mala de viagem a cada um dos seus funcionários. É uma boa mala e já viajei tanto com ela que fui-lhe ganhando estima. Entretanto já saí daquela empresa, onde gostei muito de trabalhar e fiz uma série de amigos, e continuo a usá-la. A mala passou a ser um objeto ainda mais especial quando me cruzei com dois amigos e ex-colegas desse período no aeroporto de Madrid e os três estávamos a usar a mesma mala de viagem.

Um passeio para ir bugiar

“Em 2020, no meu aniversário, todos os planos que tinha feito foram por água abaixo porque as medidas de contenção da pandemia apertaram poucos antes do meu dia. Sem muitas opções, achei que já não ia a tempo de arranjar alternativas e que ia passar um dia normal, igual aos outros. Mal sabia que a minha mãe ia surpreender-me com um passeio de barco no rio Tejo, até ao Farol do Bugio. Marcou-me porque, apesar de ser uma experiência ao lado de casa, nunca me tinha ocorrido fazê-la. Uma ideia simples transformou completamente o meu dia.”